domingo, 20 de março de 2011

"Não façamos do amor algo desonesto"

Assisti hoje a um filme muito bom, no sentido emoção, não técnico, como já li em algumas críticas. Mais um sobre frustrações femininas. É um tema recorrente, muito repetido, mas quem precisa sempre quer ver um pouco mais. Vale a pena conferir. Como sempre a atuação da perfeita Meryl Streep nos faz viver seu dilema.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Para minhas turmas de 3º ano EJBA - Modelo de carta argumentativa

Estamos trabalhando "carta argumentativa", este modelo será de grande valia aos que ainda tiverem dúvidas quanto a estrutura desse tipo de texto.



 

Trata-se de um pedido de afastamento do Presidente do Senado, José Sarney.







Brasília, 30 de julho de 2009.


Excelentíssimo Senhor Presidente José Sarney,

         Com as minhas considerações, venho tratar de um assunto bastante recorrente na mídia nos últimos meses, o qual envolve diretamente V. Exa., como Presidente do Senado Federal, Casa pela qual tenho o maior respeito. Trata-se de denúncias de favorecimento a vários senadores, por via de Atos Secretos, inclusive o Senhor, fato que envergonha a todos nós, brasileiros.
          A minha visão é de que o Senhor Presidente deveria pedir afastamento do cargo. Sem querer fazer um julgamento precipitado, mesmo porque todos são inocentes até que se prove o contrário, o fato é que as denúncias existem e não são simples. São muitos os indícios de beneficiamento ilícito, como casos de nepotismo e aumento de verba indenizatória, sem publicação nos devidos órgãos de imprensa oficiais. Vossa Excelência aparece ligado a diversos desses Atos e, por isso, acho que sair, pelo menos temporariamente, seria uma prova de que pretende colaborar com as investigações.
          Tais investigações constituem um elemento decisivo para a transparência pública, uma vez que a sociedade precisa ter conhecimento de como o dinheiro de seus impostos e tributos estão sendo aplicados. Num país em que a educação e saúde, só para citarmos duas áreas, costumeiramente vão de mal a pior, é inadmissível aceitarmos que ocorrências dessa natureza sejam consideradas normais. Por esse motivo, entendo que o Excelentíssimo Senador deve pedir licença, visando sempre ao interesse público.
           Como cidadão brasileiro, consciente de minhas obrigações e direitos, é este o meu posicionamento. Se quem não deve não teme, dê-se a chance de esclarecer o que Senhor mesmo chama de denúncias infundadas, e isso só pode ser feito a partir do momento em que não mais ocupar a Presidência dessa Egrégia Casa, pois a sua imagem estará desvinculada de toda e qualquer “manobra” que porventura exista para não prolongar o caso.
Com os meus respeitos,

Povo Consciente.



Lembrem-se sempre das diferenças que ocorrem dependendo do público alvo ( tipo de leitor), veículo ( onde é impresso ou transmitido) e quanto ao objetivo ( reclamação real, ou para vestibulares e concursos)

Bons estudos para todos. Próxima postagem, para vocês, será a resenha crítica.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Acabou o carnaval, e agora?

Depois de tantas prévias, festas oficiais para todos os gostos, festejos pós-carnaval, finalmente o ano começa oficialmente no nosso país. Já perceberam como tudo só é realmente determinado depois do Carnaval? É como se fosse um ritual de passagem. Passagem do ano, de emprego, de relacionamento amoroso,de controle de finanças.Um série de compromissos deixados à espera do fim do Carnaval. É sim, tudo se ajeita depois do Carnaval.Mas bateu uma saudade da folia... Sábado passado eu estava em Paulista e no domingo, em Bezerros ( ambas cidades pernambucanas), observava as pessoas, seus adornos, fantasias completas, rosto ébrio, sóbrio, cansado, elétrico, suor, espumas ( arde demais nos olhos). Você deve está imaginando que pareço uma velha rabugenta olhando foliões, né? Pode até ser, mas no período do Carnaval gosto de ver a alegria nas pessoas, parecem estar suspensas no tempo e no espaço; e representam aquela música de Chico, Noite dos mascarados.Todo mundo que gosta de escrever tem essa necessidade de observar os outros, às vezes de um gesto criamos um personagem complexo...(mas isso é assunto pra outro texto). Em Recife, Olinda e demais cidades de Pernambuco há muita criatividade no uso de fantasias, formam-se pequenos blocos de amigos, bairros, famílias e até mesmo estranhos que se juntam por afinidade carnavalesca. Músicas que são repetidas incontáveis vezes e que ninguém pede para mudar, só se importam com o  movimento e a alegria do momento. Sem regras, sem hora, sem pressão o  único compromisso é se divertir. Em uma única rua você pode ver  de tudo ( tudo mesmo, viu?) Mas estávamos falando de pós-carnaval quando eu me perdi em divagações e imagens da folia. É que é uma festa muito bonita, se você se entregar mesmo, você se sente em outra dimensão. Se Einstein tivesse visto uma festa como essa, teria terminado na certa quela teoria do "corte de tempo", veria isso no Carnaval ( físicos de plantão vão me matar com essa). Ah! Os compromissos de depois do Carnaval.... Pôxa! Ainda é quinta-feira, acho que não é tempo de falar em compromissos, ainda tem gente olhando as fotos, curando calos, esfazendo bagagens, lembrando de "quanto mesmo tinha levado pra gastar?". Em solidariedade a esses foliões, vamos relaxar ainda...Afinal, próximo final de semana tem "Recordando o Carnaval", vamos empurrar o mundo real para depois, bem depois do carnaval.


Tenham uma tarde maravilhosa!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sobre os jogos



Muitas pessoas acreditam ser o pôquer o jogo mais próximo das atitudes humanas e realmente estão certas. Aprender esse jogo é aprender uma estratégia de defesa. Não de ataque.Deveria ser assim.
Embora alguns jogadores acreditem que cada jogada é uma exibição de inteligência, afirmo que não é bem assim. A sagacidade fala mais alto. Ser sagaz e agir com inteligência é algo divergente, posto que, há alguns anos, estudiosos do ramo da psiquiatria perceberam que inteligência humana está longe de ser apenas lógica, ela é também emocional. Assim, o jogador de pôquer não usa inteligência, pois ela não é fria, ele usa sagacidade. Estuda não apenas as possibilidades de distribuição de cartas, mas principalmente, as emoções do seu adversário e como utilizá-las para o desestruturar.
Entender as atitudes de seu adversário não é serviço simples, requer paciência e tempo. Às vezes para se chegar a isso, é preciso perder algumas rodadas e ganhar outras, para ver como ele ( adversário) se comporta em cada momento. Como é o olhar de quem percebe que tem grandes chances de vencer... como movimenta os lábios quando consegue um royal straight flush, se bebe algo quando tem uma mão ruim, como une e abre as cartas em um momento de blefe, quando está impaciente para pegar uma carta que melhore sua mão. São muitas as observações.
Depois de conhecê-lo, vem outra atitude de igual importância: montar a estratégia.  Utilizar o comportamento do outro como suporte para sua própria jogada. Um bom jogador de pôquer é antes de tudo totalmente calculista, não tem pressa, nem demonstra emoções ao ganhar tudo ou quando percebe que está prestes a perder tudo. Ele simplesmente age dentro daquilo que estipulou como terreno conhecido, às vezes entra em uma jogada que sabe que não pode continuar, ele vai até o momento que não lhe acarreta tantos prejuízos e não se arrepende de ter deixado a mesa, muitas vezes nem espera a finalização da rodada. Ele bloqueia o que não lhe interessa mais, tira um aprendizado bloqueando o supérfluo.
            A maioria dos jogos de pôquer tem uma carta que não é utilizada: o curinga. Mas até onde isso é verdade? Não encontrei nenhuma variação de pôquer sem o curinga. Seja em forma de carta ou não. Existe um tipo desse jogo que aceita, oficialmente, o curinga quando temos uma mão de cartas iguais, pelo menos quatro cartas iguais  o curinga substitui uma quinta carta, como se fosse do mesmo tipo. E nas demais variantes ele está presente a todo momento. O curinga está presente em cada jogador, quando este mascara seu rosto em busca de maquiar suas emoções, quando permanece sorrindo diante de uma péssima mão e mantêm o mesmo sorriso quando ganha.
            Para atingir a meta de um jogo de observação e estratégia todas as atitudes descritas são válidas. Afinal, todos estão reunidos com o mesmo propósito, cientes de que serão observados e que cada palavra ou expressão deverá ser calculada, pois determina ruína ou fortuna. Mas não são todos os jogos que aceitam um curinga, ou que mantêm a jogada escondida até o último momento. Talvez, seja melhor tentarmos xadrez, no qual mostramos os movimentos ao adversário, acreditamos mais em nós mesmos e não mentimos sentimentos ( não é preciso), haverá um vencedor e um perdedor, porém ambos terão sorrisos ou lágrimas autênticas.

terça-feira, 8 de março de 2011

Buscar motivação no mímino e se dedicar ao máximo

Na nossa vida passamos por momentos em que nos falta o entusiasmo do início, quando tudo era projeto, esperança e motivação, nos chega aquele instante no qual paramos e pensamos " vale a pena?".  Duvidamos se o caminho foi o mais acertado, se temos cacife para realizar o projeto, se ainda há tempo para mudar a estratégia, ou até mesmo, deixar este caminho e passar para outro ( do zero, mas com a motivação em alta e com a esperança de encontrar a satisfação em cada passso). O que posso dizer, estando eu em um desses momentos, é que não podemos colocar nas mãos de ninguém as nossas escolhas, são nossa responsabilidade, assim como o efeito que cada escolha tem em nossa vida. Sempre temos escolhas, a vida nos dá muitos caminhos, o problema e saber como escolher, se através do coração ou da razão. Eu amo ensinar, me sinto muito satisfeita ao ver um aluno progredir não só em Língua Portuguesa, mas como pessoa, em uma conversa, em um conselho que me pede... Sinto-me fazendo parte de um plano bom do Universo. Contudo, a realidade das salas de aula não é apenas essa. Fiz 4 anos de graduação e mais 2 de Especialização, meu tempo em casa é mais dedicado a preparação de aulas, correção de textos, planejamentos e leituras do que para meu filho de 8 anos, com quem moro. Eu já sabia que educador trabalha muito em casa, isso não foi surpresa, a "surpresa" foi ver que as horas que passo me preparando para passar um conteúdo da melhor forma não é valorizada por 95% dos alunos ( trabalho na rede privada e pública), muitos querem obter apenas a média necessária para passar de ano, mesmo que seja a média da recuperação final. A retribuição que tenho pelas horas de preparação e pela apresentação do conteúdo, já em sala, são piadinhas, falta de educação, pouca ou nenhuma dedicação para com atividades, as quais serão meu programa no fim de semana. E para alguns colegas, como a mídia já veiculou, a violência física também se faz presente. Há também fatores extra sala, como é o caso das pesquisas sobre educação,  o professor é peça chave, e muita coisa recai sobre ele. Vejamos: se o índice de desistência sobe, é o professor que não tem aulas atrativas; se cai, foi o Sistema de Eduação que ampliou o acolhimento ao alunado. Tem mais, se o filho não alcançou êxito no vestibular, foi o professor que nunca ensinou nada; se o filho passou, ele sozinho é um gênio.São poucos os que lembram "daquela aula" em que justamente aprederam o conteúdo. No início deste ano, um aluno, da rede pública , que havia prestado vestibular e passado, me procurou para agradecer pelas aulas de redação, foi muito gratificante.Mas infelizmente, os maus tratos superam em número e inrtensidade essas demonstrações de carinho e agradecimento.Eu que vivo dizendo aos meus alunos para não se contentarem com o pouco em suas vidas e procurarem sempre o melhor, procurarem sempre a satisfação e a felicidade, estou sendo de certa forma demagoga e hipócrita, pois não aplico a mim esses conselhos. Então voltemos para a questão do início do nosso texto, escolhas. Sim, eu fiz minha escolha, quis me dedicar à sala de aula, sabia que existiam entraves de todos os lados, mas mesmo assim eu quis. Faz dez anos que venho querendo.Penso nos alunos que venho acompanhando desde o 6º ano, naqueles que se tornaram amigos, que ligam sempre na noite de Natal e Ano Novo, que me falam coisas que sei que as próprias mães nem sonham, naqueles que me chamam de mãe por acompanhá-los em seus problemas e sucessos. É por eles que tento a cada dia não perder o compromisso e a responsabilidade.  Porém, como um casamento marcado por muita mágoa, falta de confiança e sem esperança de dar certo, me encontro, como vários colegas,que mesmo tendo trilhado boa parte do caminho,percebendo que talvez seja hora de olhar para outras veredas e fazer uma nova história.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Você é cúmplice de alguém?

A palavra cúmplice, atualmente, nos remete ao sentido de parceiro em um crime, por isso que alguns preferem se dizer fiéis, já que esta última tem, hoje, conotação religiosa. Mas não é bem assim, a cumplicidade é a união completa entre os seres, em termos físicos e sentimentais. Digo entre os seres, pois muitas vezes temos isso com um animalzinho de estimação ( quem assistiu ao filme Sempre ao seu lado sabe do que eu falo). Ser cúmplice é perceber na voz do seu amigo, em sua caixa de mensagem, que ele não está bem, e que você tem certeza de que o problema é no trabalho, pois meses antes ele fez um breve comentário sobre o exercício de sua função. A cumplicidade ainda aparece quando não há planos rígidos ao compartilhar  uma companhia especial ( ir ao show, jantar, viajar...), pois o plano principal é simplismente curtir a companhia um do outro. E é com esse propósito que desejo iniciar esse blog, para curtir boas companhias e escrever algo que estou certa de que vai tocar meu cúmplice.